Os museus da USP não guardam conhecimento atrás de vitrines — eles o compartilham. Cada acervo, exposição e evento é uma ponte entre décadas de pesquisa e quem simplesmente quer entender melhor o mundo.








Ao contrário de institutos e faculdades, os museus da USP não formam turmas nem concedem diplomas. Sua missão é outra: transformar o que se descobre em laboratórios, escavações e ateliês em algo que qualquer pessoa — estudante, curiosa, turista, criança — possa ver, tocar e compreender. É a universidade pública cumprindo, talvez da forma mais direta, seu compromisso com a sociedade que a sustenta.
Quatro instituições, quatro formas diferentes de aproximar a produção acadêmica de quem faz questão de conhecê-la de perto.

MAE
Peças que atravessaram séculos ajudam a contar quem fomos — e quem ainda somos. Arqueologia e etnologia em diálogo constante com escolas e visitantes de todas as idades.
17 docentes

MAC
Um convite à surpresa: arte moderna e contemporânea em exposições pensadas para provocar, emocionar e abrir conversas com quem visita.
4 docentes

MZ
Da Mata Atlântica às profundezas do mar, coleções que aproximam a biodiversidade brasileira de quem quer aprender — e se encantar — com ciência.
16 docentes

MP
Um dos museus mais visitados do país guarda, e reconta, a história do Brasil para milhões de pessoas todos os anos.
8 docentes
Antes dos números, uma linha do tempo: os marcos que moldaram cada um desses museus ao longo de mais de um século.

Inaugurado em 7 de setembro de 1895, o prédio-monumento do Ipiranga foi erguido perto de onde, em 1822, Dom Pedro I teria proclamado a Independência do Brasil. Nascia o Museu Paulista, hoje um dos museus mais visitados do país.
Foto: ProtoplasmaKid / Wikimedia Commons, CC BY 4.0

Nascida ainda no século 19 dentro do acervo do Museu Paulista, a coleção zoológica ganhou sede construída especialmente para ela em 1940/41 e, em 1969, passou a integrar a USP com o nome que tem até hoje.
Foto: Dornicke / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Instituído em 1963 a partir do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e de coleções particulares, o MAC se consolidaria décadas depois em sua sede definitiva na Cidade Universitária, inaugurada em 1992.
Foto: Beatrizberto / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Em 12 de agosto de 1989, a fusão de institutos e coleções — incluindo peças de arqueologia clássica como estas cerâmicas gregas — deu origem ao MAE, reunindo décadas de pesquisa dispersa em uma só instituição.
Foto: Eliel Bragatti e Renata Martins Rocha (LiGEA-USP) / Wikimedia Commons, CC BY 2.5

Depois de nove anos fechado para restauro, o Museu Paulista reabriu em 7 de setembro de 2022 — data do Bicentenário da Independência — com o dobro da área expositiva e 11 novas exposições permanentes.
Foto: GiFontenelle / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
Publicar um artigo é só parte da história. Os docentes dos museus da USP organizam exposições, recebem prêmios, constroem parcerias em outros países e abrem suas portas para eventos que levam ciência e arte a quem talvez nunca tenha pisado num museu antes. Os números abaixo contam um pouco dessa outra metade do trabalho.
Um retrato desse alcance, museu a museu e ano a ano:
Top 5 países
Fonte: Plataforma Lattes
768
eventos organizados
Principais instituições promotoras
195
prêmios e títulos
Principais entidades promotoras
Para quem quiser se aprofundar, os números por trás de cada uma dessas quatro instituições.
| Museu | Docentes | Produções | Eventos organizados | Países alcançados |
|---|---|---|---|---|
| Museu de Arqueologia e Etnologia | 17 | 3.619 | 269 | 40 |
| Museu de Arte Contemporânea | 4 | 985 | 208 | 16 |
| Museu de Zoologia | 16 | 4.772 | 123 | 47 |
| Museu Paulista | 8 | 1.428 | 168 | 12 |
Da próxima vez que você visitar um museu da USP, saiba que por trás de cada peça em exposição há pesquisa, gente e uma universidade pública que faz questão de estar ao alcance de todos.